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O culto excessivo da beleza

Estudos revelam que nunca as pessoas gastaram tanto dinheiro com produtos de beleza e atividades relacionadas aos cuidados com a estética do corpo.

É só ligarmos a TV, ou olharmos as revistas que ali veremos corpos magros, as vezes esquálidos, exibidos como padrões de beleza feminina, o que na maioria das vezes não correspondem aos padrões reais da população.

São tantos os estímulos e apelos disseminados nas academias, clínicas de estéticas, entre outros, que não raro vemos nos consultórios de psicologia mulheres cada vez mais inseguras, com a autoestima dilacerada e com uma preocupação ansiosa com seu corpo.

É claro que não podemos desconsiderar a importância da vaidade, do cuidado consigo próprio e com a saúde, mas o que vem ocorrendo é o excesso de valorização de tais padrões. Este processo se torna extremamente prejudicial, pois está a serviço de evitar o enfrentamento de questões mais profundas do sujeito, ou seja, “escondem” conflitos internos , sentimentos de medo, frustrações e inseguranças.

Os conflitos que podem surgir da relação que cada um estabelece com seu corpo são muitos. Atualmente vemos uma alta incidência de casos de transtornos alimentares em meninas muito jovens.

É necessária uma atitude mais crítica diante deste culto idealizado da beleza; lembrando que a beleza e a juventude do corpo são transitórias e o que realmente importa é a riqueza de conteúdo que está dentro de cada um de nós!Esta é a verdadeira “beleza” da condição humana!

Dra. Marina Pacheco Valim
Psicóloga clínica e Psicanalista
CRP: 06/78139